Eu sou um parágrafo. Não sou nada de mais, apenas linhas. Várias e várias delas. Escritas uma abaixo da outra. Formadas por frases sem nenhum sentido aparente. Apenas frases. Compostas por palavras. Em português, é claro. Sou um parágrafo até que bonitinho comparado a outros parágrafos por aí, se é que você me entende. Mas mesmo assim não sou nada demais. Ser um parágrafo não é nada demais. Você me entenderia se fosse um.
Você pode achar que não, mas também sou um parágrafo, como o de cima. E como parágrafo, tenho quase toda certeza de que você não leu o subtítulo desse texto. Mas tudo bem, você pode lê-lo agora. Esperarei. Você sabe onde fica um subtítulo, não é? Normalmente é sob o título, mas não se precipite… Ele pode estar em qualquer lugar. Como somos um texto bonzinho, o subtítulo está no lugar onde deve estar. Sob o título. Achou? Sim ou Não? Não importa.
Sub titulo
Oi novamente. Sim, sou eu, o parágrafo um. Lembra de mim? Então estava dizendo que ser um parágrafo não é a melhor coisa do mundo. Pois é, as pessoas não te dão tanta importância quando você é um parágrafo. Ou um texto. No caso, sou o primeiro. Quer dizer, eu sou os dois, mas sou mais o primeiro que o segundo. Até porque sou a maior parte do texto… Eu esqueci o que ia dizer à vocês então eu vou embora, mas não do jeito normal como qualquer parágrafo faz. Tipo assim.
Quero dar adeus à você de um jeito diferente! E se eu do nada sumir, acabar. Iria ser legal, não concor
Bom, voltei… Não achei certo sair assim sem dar tchau. Bom, se despedir de um parágrafo é uma tarefa difícil. Então vamos tentar suavizar a situação. Eu vou desaparecendo aos poucos até você não me enxergar mais, okay? Consegue me ver? Olá?
Tchau amiguinho.